segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Polícia Civil descobre esquema de grilagem em baía do Pantanal (Painel do Coronel Paim)

Uma propriedade localizada na área


terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Lista de municípios fronteiriços do Brasil (Wikipédia} - Painel do Coronel Paim

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Nutrição e saúde: Os 10 melhores alimentos para o ser humano comer! (Painel do Coronel Paim)

domingo, 2 de dezembro de 2018

Vídeos sobre Mato Grosso (Painel do Coronel Paim)

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Jornais de Mato Grosso, no Painel do Coronel Paim

terça-feira, 4 de julho de 2017

Governo de MT decreta situação de emergência em 4 hospitais
Medida pretende resolver pendências com Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde (Ipas). A OSS denunciou dívidas em nome da organização após rompimento de contrato.

Hospital Regional de Sorriso está na lista dos hospitais que tiveram a situação de emergência decretada (Foto: Reprodução/TVCA)

O governo de Mato Grosso decretou situação de emergência no hospital metropolitano de Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, e nos hospitais regionais de Sorriso, Alta Floresta e Colíder. O documento, assinado pelo governo Pedro Taques (PSDB), foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) que circulou nesta quinta-feira (29).

De acordo a Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso (SES), os hospitais eram administrados por Organizações Sociais de Saúde (OSS) e tiveram os contratos rescindidos desde 2014. A situação de emergência, segundo a SES, foi necessária para a transição da ocupação temporária (como é chamada a administração do governo sobre o hospital) para gestão direta dos hospitais (feita por instituições ou empresas).
A medida pretende resolver as pendências entre as OSS e o governo. Dessa forma, o estado poderá passar a administração dos hospitais para outra OSS ou instituição. O Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde (Ipas) denunciou dívidas em nome da organização após rompimento de contrato.

Taques estabeleceu que a situação de emergência será pelo prazo de até 180 dias nos hospitais regionais de Sorriso, Alta Floresta e Colíder, bem como do hospital metropolitano de Várzea Grande. O decreto não causa prejuízos aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre as medidas que poderão ser tomadas, o governo deverá manter ou aumentar os contratos já vigentes de pessoal, de fornecimento de materiais e de tudo o que for necessário para a adequada prestação dos serviços de saúde.

Também deverão ser justificadas novas contratações de fornecimento de materiais, contratações temporárias de pessoal, além de ter prioridade em remanejamentos orçamentários. Durante o período do decreto, os órgãos responsáveis deverão encerrar todos os processos administrativos em relacionados aos contratos de gestão firmados com as organizações sociais.
Conforme a SES, os contratos ainda não foram encerrados pois existem procedimentos em andamento para apurar supostos prejuízos das OSS causados aos hospitais.

Médicos do Hospital Metropolitano de Várzea Grande fizeram greve por falta de repasse (Foto: Reprodução/TVCA) 

OSS
Ainda neste mês, o Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde (Ipas) fez representações contra o governo de Mato Grosso nos ministérios públicos Estadual, Federal e do Trabalho, alegando que o estado tem usado o CNPJ da instituição para a compra de insumos para os hospitais regionais de Alta Floresta, Colíder, e para o Hospital Metropolitano de Várzea Grande.

A instituição alegou que teve os contratos rescindidos e não mais atua no estado desde 2014, porém, ainda responderia a diversos processos judiciais trabalhistas por contratações e demissões de funcionários realizadas nos três hospitais nos últimos anos.

Saúde
Os hospitais citados no decreto tiveram registros de greves e paralisações ao longo do ano. No Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, os profissionais deixaram de fazer exames e cirurgias por atraso em repasses do governo do estado, além dos enfermeiros também cruzarem os braços por falta de pagamento de salário.

Hospital Regional de Colíder também está na lista das unidades que tiveram situação de emergência decretada (Foto: Reprodução/Google Maps) 

A mesma situação foi denunciada por profissionais do Hospital Regional de Sorriso, onde um médico chegou a chorar durante uma entrevista ao falar sobre a precariedade da unidade. A greve de médicos do Hospital de Colíder, que alegaram falta de repasse, fez com que índios bloqueassem a MT-320. Os indígenas argumentaram, na época, que não conseguiam atendimento e denunciaram a morte de dois índios que foram atendidos no hospital.


Postado por: Giovana M. de Araújo

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Governos de MS e MT deverão unir forças contra degradação do Pantanal

Medidas têm objetivo de preservar o bioma e promover ações pela exploração sustentável da região.

Anahi Gurgel e Lucas Junot
Governador Reinaldo Azambuja participa de seminário sobre preservação e recuperação do Pantanal. (Foto: André Bittar)Governador Reinaldo Azambuja participa de seminário sobre preservação e recuperação do Pantanal. (Foto: André Bittar)
Os governos do Mato Grosso do Sul e Mato Grosso deverão unir forças e assumir compromissos em prol da preservação e recuperação do Pantanal. A meta é elaborar políticas públicas e dispositivos legais para exploração econômica e sustentavel da região, diante do avançado estado de degradação de um dos mais importantes biomas mundiais.
A questão foi levantada durante o “1º Seminário Internacional Três Biomas - Pantanal, Okavango e Everglades: Desafios e Oportunidades”, realizado na tarde desta terça-feira (9), no plenário da Assembleia Legislativa, em Campo Grande. 
O evento reuniu pesquisadores de outros países que já realizaram métodos com bons resultados como em Everglades (Flórida/EUA) e Okavango (Botswana/África), e que poderiam ser aplicados no Pantanal, que possui total de 7,7 milhões de hectares.
Durante o encontro, foi apresentado estudo com um mapeamento do Pantanal, envolvendo territórios do Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Nele, foi constatado que 84% da área estão preservados, mas que 15,7% já estão tomados por pastagens exóticas, ou seja, onde foi removida vegetação nativa e introduzidas espécies para o gado.
A pesquisa, desenvolvida por Eduardo Reis Rosa, da Sigga Consultoria Ambiental, revela números alarmantes nas regiões mais elevadas. No planalto pantaneiro, onde estão localizadas as nascentes que mantém os ciclos de cheias e vazantes, a degradação atinge 63% das áreas. Apenas 37% estão preservadas.
Plenário da Assembléia Legislativa durante evento que debateu a preservação do Pantanal, nesta tarde. (Foto: André Bittar)Plenário da Assembléia Legislativa durante evento que debateu a preservação do Pantanal, nesta tarde. (Foto: André Bittar)
Uma das preocupações dos especialistas é que a deterioração dessas áreas mais elevadas provoca o assoreamento de rios, em consequência do alto volume de sedimentos carreados para as localidades mais baixas. Um exemplo crítico é o Rio Taquari, praticamente condenado à extinção. 
O estudo concluiu que a “porta leste do Pantanal” concentra o mais avançado estado de degradação da vegetação. A análise vem sendo feita desde 2002, sendo que a partir de 2012, os números indicam acelerado processo de desmatamento: a média anual, é de 1.106 quilômetros quadrados de vegetação destruída.
“Esse é um alerta para a sociedade. A vegetação está sendo convertida para pastagem e os sedimentos do planalto ameaçam a planície pantaneira com o assoreamento. A recuperação do cerrado é prioritária”, disse Eduardo Reis.
“Não podemos discutir o Pantanal em Mato Grosso do Sul separadamente do Mato Grosso. O bioma é um só e é por isso que temos que sentar todos à mesma mesa”, disse o governador sul-mato-grossense, Reinaldo Azambuja (PSDB). O comprometimento dos governos estaduais pela preservação ambiental está prevista no Código Brasileiro Florestal
Ele ressaltou que a Assembleia Legislativa já está discutindo uma nova legislação da pesca, que corrobora com a preservação do bioma. “Temos que explorar com sustentabilidade, discutindo por exemplo a pesca esportiva, de subsistência e o potencial turístico que temos aqui”.
“Existe um ditado de quer toda escolha é uma renúncia. Não precisa ser assim com o Pantanal. Infelizmente, quando se fala em preservação de bioma brasileiro, só se discute Amazônia. Mas vale ressaltar que o Pantanal é fundamental para o planeta", afirmou Roberto Klabin, diretor da SOS Pantanal.
O seminário contou com a presença de Pierre Cyril Renauld, da Universidade de Angers, da França, Cristopher Roche, da empresa de Turismo da Africa do Sul, Wildernes Safaris, e representantres de órgãos públicos, instituições, associações e pesquisadores da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).